Estava no carro a ouvir música e lembrei-me de ti! Lembrei-me de mim e de nós, dos dois e dos três na Costa Rica. Que saudade!
Lembrei-me da noite em que caminhámos com o Alf pela praia e parámos um tempão. Fiquei a olhar as estrelas enquanto fumavas um cigarro e falavas! Todos sentados nas pedras. Eu vi cinco estrelas cadentes e tu não acreditaste! Gozaste comigo!
Lembrei-me de quando quase apanhámos uma bebedeira. Lembrei-me do que rimos, do que falámos, de irmos até casa da adonay para dormir. E depois chegou o Edu!
Lembrei-me do primeiro banho de chuva no mar e do banho de chuva com a Flávia, durante a ronda. Adormeci no restaurante do Christian. Lembrei-me de todos os rostos e de todos os sorrisos, de como era bom estar ali e nem sabíamos. Era tudo mais simples e natural.
Lembrei-me da água quente do Pacífico e da areia escura!
E lembrei-me de partilhar este pensamento contigo, como se fosse uma prenda porque para ti nunca poderia ser nada vulgar!
Porque é que as saudades nos picam o coração? Ao mesmo tempo que tornam todos os momentos mais distantes não nos deixam esquecer. Teimam em aparecer, não todos os dias, quando menos esperamos! Parece que têm vida, são como sombras, são boas e são más... são precisas e duras porque não escondem nada e não nos deixam fingir! São necessárias para nos lembrarem dos sonhos. E se existem é porque foi importante!
20070107
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