Era uma vez uma menina que gostava de colher flores. Por onde passava, se via uma flor, aproximava-se, olhava para todos os lados e sorria. Dava uma volta e se ninguém estivesse a passar por ali, colhia a flor.
Todos os dias chegava a casa com os bolsos cheios de flores das mais variadas cores. Guardava-as no quarto, dentro de uma caixa de madeira, debaixo da cama. Ninguém sabia que esta menina guardava flores. Nem as amiguinhas da escola sabiam deste segredo. Nem a mamã nem o papá se apercebiam dos bolsos cheios de flores quando chegava a casa e corria para o quarto.
Todos os dias chegava a casa com os bolsos cheios de flores das mais variadas cores. Guardava-as no quarto, dentro de uma caixa de madeira, debaixo da cama. Ninguém sabia que esta menina guardava flores. Nem as amiguinhas da escola sabiam deste segredo. Nem a mamã nem o papá se apercebiam dos bolsos cheios de flores quando chegava a casa e corria para o quarto.
Tirava a caixa de madeira debaixo da cama e sentava-se no chão. Abria a caixa e ficava a olhar para todas as flores que já tinha conseguido juntar. E preparava-se para depositar as que tinha colhido nesse dia. Agarrava numa de cada vez e voltava a sentir o seu cheiro. Depois olhava para ela e contava-lhe um segredo.
Cada flor guardava um segredo desta menina e, por isso, ela guardava cada flor que colhia. Os segredos quem sabe o que são! Só a menina! E as flores! Eram tantos segredos que deixaram de caber numa só caixa de madeira e debaixo da cama foram-se acumulando caixinhas, repletas de flores e de segredos. De cores e cheiros, cores que escureciam á medida que as flores secavam, e cheiros que se misturavam e se perdiam. Apenas os segredos se mantinham intactos. Não podiam fugir porque estavam presos às flores.
Cada flor guardava um segredo desta menina e, por isso, ela guardava cada flor que colhia. Os segredos quem sabe o que são! Só a menina! E as flores! Eram tantos segredos que deixaram de caber numa só caixa de madeira e debaixo da cama foram-se acumulando caixinhas, repletas de flores e de segredos. De cores e cheiros, cores que escureciam á medida que as flores secavam, e cheiros que se misturavam e se perdiam. Apenas os segredos se mantinham intactos. Não podiam fugir porque estavam presos às flores.
Sabias que as flores são os melhores guardiães de segredos? Quando se conta um segredo a uma flor, ela guarda-o para sempre. E esse segredo só se perde quando se perde a flor.
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