Na sala 2 do agora "Teatro" Mundial, o cinema onde assisti à uns anos à obra de Jean - Pierre Jeunet "Le Fabuleux Destin D´Amelie Poulain", está presente uma adaptação nacional para teatro de "O Beijo da Mulher Aranha", obra original do argentino Manuel Puig. Uma interpretação partilhada por Pedro Giestas e Luís Lourenço que atinge uma sintonia interessante assente na rigidez de um dos personagens (Valentin) e na leveza de outro (Molina). A peça leva-nos a uma cela, num espaço geográfico e temporal sem definição. A narrativa desenvolve-se à medida que os personagens se descobrem através da história de um filme, contada por Molina, que se envolve com as suas próprias histórias de vida. Giestas num tom cerrado à imagem de outros trabalhos e o surpreendente Lourenço num registo mais desinibido. Molina e Valentim partilham tudo, o espaço, as refeições, a história que os mantêm ligados a um sentimento sem dimensões mas comum. Um misto de traição sobre amor que tem como catalisador a intervenção de Orlando Costa, numa interpretação projectada em vídeo como director da prisão. Leiam mais sobre a peça em Lauro António Apresenta.
20070302
"O Beijo da Mulher Aranha"
Na sala 2 do agora "Teatro" Mundial, o cinema onde assisti à uns anos à obra de Jean - Pierre Jeunet "Le Fabuleux Destin D´Amelie Poulain", está presente uma adaptação nacional para teatro de "O Beijo da Mulher Aranha", obra original do argentino Manuel Puig. Uma interpretação partilhada por Pedro Giestas e Luís Lourenço que atinge uma sintonia interessante assente na rigidez de um dos personagens (Valentin) e na leveza de outro (Molina). A peça leva-nos a uma cela, num espaço geográfico e temporal sem definição. A narrativa desenvolve-se à medida que os personagens se descobrem através da história de um filme, contada por Molina, que se envolve com as suas próprias histórias de vida. Giestas num tom cerrado à imagem de outros trabalhos e o surpreendente Lourenço num registo mais desinibido. Molina e Valentim partilham tudo, o espaço, as refeições, a história que os mantêm ligados a um sentimento sem dimensões mas comum. Um misto de traição sobre amor que tem como catalisador a intervenção de Orlando Costa, numa interpretação projectada em vídeo como director da prisão. Leiam mais sobre a peça em Lauro António Apresenta.
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